Púlpito à Caridade Perdida
por Wilson Custódio Filho

Caridade,
por onde andas,
além das frases e ações
desconexas,
ou anexas,
de teus irmãos
de fé?
Vejo mãos erguidas,
celulares e seus flashes,
em gestos dúbios,
sequiosos de aplauso,
exibem ao próximo
bondades
de
vitrine.
Caridade,
por onde anda a tua essência?
Encerraram-te
por trás das quatro paredes
das casas espíritas?
Lá,
na instituição,
notei-te desalinhada,
esquecida.
Inclusive
nas longas filas da sopa quente,
em noites
de corações frios —
repetidas, estagnadas,
quase viciantes...
sentimentos.
Sim,
sem afeto algum,
por parte dos teus.
Gélida,
te via
só.
Caridade,
desculpa-me
a maldade.
Talvez
eu não tenha
te compreendido.
Pois vejo-te
longe, apática, triste,
sem interação
diante
da maquinaria
salvacionista
religiosa,
criada
e introduzida
no
Espiritismo.
Caridade,
minha amiga,
perdoe-me
a sinceridade!
Talvez eu esteja
errado.
Sim, estou
equivocado!
Sabe
de uma coisa,
irmã minha?
Deixe-os
encerrados
no sarcófago
da fé santa,
em
seus templos
de pedra.
Venha,
querida amiga,
vamos
às ruas,
pelos casebres
de
pau-a-pique.
De lá
às
mansões,
onde
também
há corações
que
sofrem.
Como
outrora,
Caridade
de
retorno...
à
sombra
do abacateiro
onde histórias
reais
se encontram
sem altar
nem púlpito
mas
aos pés
da
Caridade.
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Imagem em Link
https://www.fraternidadesemfronteiras.org.br/2015/08/29/chico-xavier-e-a-caridade-2/
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